Não cometamos o terrível desastre de permitir que a neve adentre em nosso lar no Natal!
O clima festivo natalino é marcado por símbolos que adornam e anunciam a chegada desse tempo tão amado e almejado. Pinheiros, guirlandas, pinhas, luzes, estrelas, presépios e tantos outros fazem presença nessa época festiva que marca o término de um ano, muitas vezes marcado por inúmeras conquistas e alegrias, e o início de um período de reencontro mais profundo entre famílias, parentes e aqueles que mais amamos. Em meio a todos estes símbolos que representam este momento, um símbolo se destaca junto dos demais: a neve. Seja por estar presente em regiões do planeta em que em meio a preparação de tal festividade faz-se despertar um rigoroso inverno, seja por estar ligado ao Papai Noel, e consequentemente ao Polo Norte, há um significado ainda mais profundo ligado a esse elemento que o faz ser muito mais que um simples fenômeno climático invernal, e ainda, mais que uma mera ligação com outros símbolos comumente atribuídos ao Natal. Neste, acha-se uma verdadeira meditação, capaz de fazer-nos viver de maneira completamente diferente àquilo a que outrora chamávamos de “aproveitar bem esse tempo”.
Vivemos em um mundo em que muitas são as pessoas que livremente escolheram as trevas da escuridão à luz que os iluminava e guiava; o frio gélido ao calor que queimava e ardia em seus corações: essa luz e esse fogo nada mais são que Cristo. Desta forma, a sociedade, em sua vã busca pela verdade fora de Deus, às apalpadelas procura guiar-se por esta vida que acabou por perder seu sentido e a corromper de maneira cada vez mais avassaladora aquilo que se constitui como revelação clara do Criador a humanidade.
Com isso, a vinda de Cristo ao mundo passou a ser considerada algo do passado, senão até mesmo rejeitada por grande parte da sociedade, de tal forma que o Natal perdeu completamente seu verdadeiro sentido. Deixando de lado a emocionante e cativante história de nossa salvação da morte eterna do pecado, deu-se espaço a uma abordagem extremamente leviana daquilo que, segundo mundo, viria a ser o “Natal moderno”. Casas enfeitadas onde o foco deixou de ser Jesus e passou ao bom velhinho com seu gorro vermelho e branco; famílias inteiras reunidas para apenas celebrar mais um ano que passou e um momento de alegria e contentamento com a proximidade dos que amam; ruas de todo enfeitadas, as quais, de alguma forma tentam iluminar uma sociedade que há muito deixou-se guiar pela escuridão.
Mas não se faz mais importante elencar a grande tragédia que diante de nossos olhos vem acontecendo, mas em refletirmos cuidadosamente qual tem sido o real motivo que tem suscitado nossa alegria nestes tempos de festividade. Será que não estamos nos deixando corromper por esta “neve” gélida e perniciosa da frieza e esquecimento do verdadeiro sentido de tudo isso? Será que em nosso lar não estamos deixando adentrar esta “neve” do erro, de modo a esfriar-nos o verdadeiro amor e a real alegria proveniente da grande festa que estamos a celebrar?
Que neste Natal, nos alegremos e importemos com aquilo que verdadeiramente importa. Não deixemos de festejar, de nos encontrarmos com aqueles que mais amamos e partilharmos desta alegria com quem encontrarmos, mas que diante de nossos olhos esteja, sempre e acima de tudo, aquilo que realmente nos motiva: o nascimento de nosso Redentor e Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo!
Desejo a todos um Santo e Feliz Natal!!!
